Confiança de quem resolve

mbappé

A dois dias da final do Mundial da Rússia 2018 entre França x Croácia, uma imagem um tanto quanto inusitada chamou atenção. Visto como o craque desta geração francesa, onde os jogadores mais experientes possuem apenas 31 anos, Mbappé chama a responsabilidade dentro de campo e costuma corresponder bem às expectativas criadas. Talvez por isso, a tranqüilidade durante o treino da última quinta-feira, da seleção francesa, que ainda se recupera fisicamente da semifinal contra a Bélgica.

O jovem atacante de 19 anos, Kylian Mbappé Lottin, camaronês por nascimento e naturalizado francês, ganhou o apelido de Donatello, personagem dos Tartatugas Ninjas, em 2017, já no PSG, simplesmente pela sua fisionomia. Atualmente, o ponta defende o Paris Saint-Germain, ao lado de Neymar e Cavani. Já na seleção francesa, joga ao lado de Griezmann e Giroud, e é o artilheiro da equipe no Mundial, com 3 gols. Veloz e habilidoso, tem como sua marca registrada a arrancada e costuma passar com facilidade pelos adversários. Efetividade é o seu sobrenome. Com 3 gols em seis partidas até aqui, deu apenas 5 chutes no alvo e na maioria teve êxito. De 48 dribles, 33 foram certos, adquirindo uma marca de quase 70% de aproveitamento. Feita uma breve comparação ao seu companheiro de clube, o brasileiro Neymar, a efetividade se consolida: o brasileiro, que fez cinco jogos na Copa, teve 42% de eficiência em seus dribles, num total de 57, e 27 chutes, 21 a mais que Mbappé, para 2 gols e “apenas” 13 com destino à meta rival.

Na semifinal contra a Bélgica, os “Diabos Vermelhos” tiveram maior posse de bola no primeiro tempo, e Mbappé ganhou a função de marcação, e pela direita do campo, tentava encurtar o espaço para a saída de bola. No início da segunda etapa do jogo, com o gol de Umtiti, o camisa 10 teve a liberdade de se soltar um pouco mais na partida, já que é comumente criticado por enfeitar demais algumas jogadas simples e abusar dos dribles quando sua equipe está em vantagem.

Mbappé detesta ser comparado a Thierry Henry (que por coincidência, atuou como auxiliar técnico na seleção belga no Mundial e enfrentou seu país na semifinal e não foi feliz no confronto), atacante campeão do mundo em 1998, que também teve início de carreira no Monaco e com estilo de jogo parecido. Henry disputou a final do Mundial há 20 anos atrás com 20 anos de idade, mas provavelmente nos próximos dias muito se falará não dele, mas de Mbappé, que chegou a sua final de Copa um ano mais novo.

É interessante ver seu crescimento durante o Mundial. O jovem, que chegou na Russia como o sucessor de Neymar, e fã de Cristiano Ronaldo, já têm maior êxito do que ambos na competição, chegando até a eliminar Messi. Mbappé não costuma demonstrar seu estado emocional durante ou antes de uma partida importante. Sempre demonstra tranquilidade e confiança em seu próprio trabalho e de sua equipe. Chama a atenção sua maturidade dentro de campo, até mesmo para saber a hora de “jogar bonito”, e para usar das artimanhas de qualquer jogador de futebol, cavando faltas ou simplesmente ganhando tempo depois de sofrer uma. Sem dúvida, a final da Copa do Mundo 2018 ganha mais um motivo para ser assistida: a eficácia de Mbappé.

Um comentário em “Confiança de quem resolve

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